Medo de falar em público: curso de oratória pode ser uma boa saída para driblar o problema

Aparecida Figueiredo, formada em Secretariado Executivo Trilíngue, graduanda em Psicologia e proprietária da Marca Educação Profissional / Foto: Jeane Merri

Ansiedade, seguida daquele friozinho na barriga, quem nunca sentiu esses clássicos sintomas durante um momento de destaque?

Contudo, para uma boa parte da sociedade essas manifestações são ainda piores, visto que falar em público se caracteriza como “medo”. Para essas pessoas, segundo Aparecida Figueiredo, formada em Secretariado Executivo Trilíngue, graduanda em Psicologia e proprietária da Marca Educação Profissional, as reações físicas mais comuns incluem: mãos suadas, pernas trêmulas, taquicardia (coração acelerado) e rubor (face avermelhada), podendo variar distintamente para cada indivíduo.

De acordo com uma pesquisa publicada na revista Você S/A, o terceiro maior medo dos brasileiros – representados pelos que responderam à pesquisa – é falar em público. Ele vem antes do medo de morrer e só perde para “contrair doença” e “contrair dívida”.

A pesquisa revela, ainda, que além de refletir negativamente na vida pessoal, o medo de falar em público é um sério problema para o sucesso profissional. A boa oratória é tida como uma das habilidades essenciais em processos de seleção e desenvolvimento de carreira, porém, ela anda em falta no mercado de trabalho.

Todavia, engana-se quem pensa que só as pessoas tímidas sofrem com este problema. Questionada, Aparecida afirma que os tímidos são os mais acometidos, mas não são os únicos.

“Esse medo de falar em público é comum à grande maioria das pessoas, que mesmo tendo facilidade em se comunicar com outras pessoas no dia a dia, sentem-se desconfortáveis quando estão em evidência, uma vez que quando falamos em público nos tornamos o centro das atenções, e neste ponto é importante lembrar que a oratória não se resume a realizar apresentações para grandes públicos, ainda que estejamos falando para uma única pessoa, estamos falando em público”, explica.

Sabendo disso, uma das maiores preocupações se restringe às possibilidades de superação referente a essa realidade. Para tal, Aparecida explica que “o medo de falar em público não se perde, até porque ele varia de acordo com a situação como: tamanho da plateia, local da apresentação e o tipo de público. Mas, é altamente possível aprender a lidar com ele, por meio do aprendizado das técnicas de oratória” pontua.

Como funciona o trabalho da ‘Marca Educação Profissional’ nesse processo?

A Marca é uma empresa prestadora de serviços nas áreas de treinamento e desenvolvimento, recrutamento, seleção e cursos profissionalizantes. No que tange ao treinamento de oratória, o curso é composto por um módulo básico ‘Comunicação, Oratória e Marketing Pessoal’, com carga horária de 12h e voltado para o ensino das técnicas de apresentação. No módulo avançado ‘Oratória e Assertividade’, visa-se a maximização e a autoconfiança ao se apresentar em público, incluindo o uso do microfone.

A Marca Educação Profissional está localizada na rua Duque de Caxias, n° 110, Centro / Foto: Jeane Merri

Resumindo, o treinamento trata-se de um curso prático no qual é utilizado o recurso da filmagem, possibilitando que o aluno faça uma autoavaliação dos seus pontos fortes, bem como, das oportunidades de melhoria. O curso de oratória não é indicado apenas para quem tem medo de falar em público, mas também para quem deseja aprimorar as habilidades de comunicação verbal e gestual, de modo geral, sobretudo em situações de apresentações escolares e acadêmicas, políticas, religiosas, dentre outras.

Valores
O investimento é de R$ 200 (por módulo), e inclui o material de apoio, material didático disponibilizado em CD, juntamente com as filmagens realizadas em sala, certificado e coffee break.

A próxima turma acontecerá no primeiro mês de 2017, nos sábados 14, 21 e 28 de janeiro, das 13h às 17h. A Marca está localizada na rua Duque de Caxias, n° 110, Centro. Para maiores informações, os interessados podem entrar em contato pelo número: (71) 3621-3702.

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Outras dúvidas

Para melhor entender sobre o assunto (medo de falar em público), Aparecida respondeu alguns questionamentos realizados pela redação do presente jornal. Confira e tire suas dúvidas:

Jornal O Executivo: O medo de falar em público também pode ser causado por um trauma? Qual a diferença entre eles?

Aparecida Figueiredo: Sim. Quando existe o medo de falar em público geralmente este está relacionado à preocupação em não agradar a plateia, falar algo errado, perder o foco ou esquecer o que estava falando (o famoso branco), falar com alguém que represente autoridade, dentre outras causas. Já o trauma, muitas vezes tem a ver com situações vividas na infância, geralmente em casa ou na escola. Vale ressaltar que o indivíduo muitas vezes até desconhece que tem um trauma e só passa a ter consciência da sua existência quando se depara com situações nas quais precisa se expor e acaba “travando”.

Jornal O Executivo: É possível superar essas condições?

Aparecida Figueiredo: Sim, uma delas é o curso de oratória. Sempre que alguém me procura querendo se inscrever no curso, é comum a indagação a essa pessoa sobre o motivo pelo qual ela deseja participar do treinamento, a fim de identificar até que ponto o curso poderá solucionar o seu problema, pois embora o desenvolvimento da oratória seja importante para diversas situações, inclusive nos relacionamentos pessoais, cada aluno terá um resultado diferente. Como sempre costumo dizer, para alguns conseguir levantar da cadeira e fazer uma apresentação lá na frente já terá sido um grande progresso.

Jornal O Executivo: Quem tem medo geralmente procura ajuda?

Aparecida Figueiredo: Às vezes sim, mas depende muito do quanto essa pessoa esteja se sentindo prejudicada. Os estudantes universitários quando procuram o curso, por exemplo, geralmente deixam para se inscrever quando está próximo da apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), o que não é o mais indicado, uma vez que quanto mais esse aluno treinar, mais chances terá de ter sucesso na sua apresentação. Outra situação comum é a dos pais de adolescentes tímidos quererem inscrevê-los no curso, porém, eu sempre os alerto que ele precisa querer. O primeiro passo para tudo dar certo é o reconhecimento, a limitação do próprio indivíduo em admitir que tem medo de falar em público e, a partir daí, querer solucionar o problema.

Jornal O Executivo: Esse medo atinge as pessoas sempre da mesma forma ou pode variar?
Aparecida Figueiredo: Pode variar sim, sobretudo em função da personalidade da pessoa, e nesse quesito, é importante diferenciar as pessoas tímidas das introvertidas, por exemplo, pois embora sejam características com pontos em comum, possuem significados diferentes. Muitos alunos procuram o curso com o objetivo de vencer a timidez, mas quando chegam aqui descobrem que na verdade não são tímidos, e sim introvertidos. Neste ponto, o que difere a timidez da introversão é que, enquanto a pessoa tímida sente-se desconfortável nas interações sociais, a pessoa introvertida costuma ser mais contemplativa, introspectiva e resistente a influências externas, podendo ser menos sociáveis em relação às extrovertidas.
Jornal O Executivo: A autoestima é importante para um bom discurso? 

Aparecida Figueiredo: Sem dúvida. Quando uma pessoa tem uma autoestima bem trabalhada, ela sente-se bem consigo mesma, tem autoconfiança e as chances de realizar apresentações de alto impacto são muito maiores. Inclusive, como já foi citado, o nome do primeiro módulo do nosso curso é ‘Comunicação, Oratória e Marketing Pessoal’, justamente porque partimos do pressuposto de que um dos componentes que mais agregam valor ao Marketing Pessoal é a Oratória.
Jornal O Executivo: Como manter o foco na hora de falar?

Aparecida Figueiredo: Planejando e organizando a apresentação. Atualmente a maioria das apresentações são realizadas com o uso de slides, o que facilita bastante a organização do orador. Também é preciso ter em mente que nem sempre a plateia irá concordar com tudo o que o orador disser, sendo assim, além de dominar o assunto e estar preparado para se apresentar, é importante ser gentil e ter traquejo ao responder a possíveis questionamentos feitos pelo público. Pensando nisso, a Marca criou o segundo módulo do curso, ‘Oratória e Assertividade’.

Redação Jornal O Executivo

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